Ócio poethico
Tempo de que se pode dispor para o descanso, repouso poético. "Um signo não existe apenas como parte de uma realidade; ele também reflete e refrata uma outra. Ele pode distorcer essa realidade, ser-lhe fiel, ou apreendê-la de um ponto de vista específico, etc. Todo signo está sujeito aos critérios de avaliação ideológica." Bakhtin
quinta-feira, 24 de março de 2016
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Puro Vinho
Sonhei com o nosso 2º encontro em um “quarto profundo”;
o mundo externo, nós havíamos esquecido.
Estávamos lá, eu e você (pura essência);
ao nosso redor, cálices de vinhos que tomamos
para dar início a festa dionisíaca.
Iniciou-se da seguinte forma:
aproximo-me de você,
levanto teus cabelos,
sinto exalar o teu cheiro e logo me embriago,
começo, então, a roçar meu rosto em teu pescoço,
a beijar e morder com suave sofreguidão a tua nuca,
viro o teu rosto e encontro teus lábios
já vermelhos da esfera erótica que há no encontro.
Nós dois, já despidos, iniciamos o ritual;
abraço você de uma forma
não possa fugir de meus braços,
desenho o teu corpo, tuas espaldas
com as palmas da minha mão
e sinto que não resta outra coisa,
a não ser, sermos um só corpo;
a união deles faz-me querer-te veementemente,
igual a 1ª vez.
Meu corpo dilata ao ter você em meus braços,
sendo somente minha naquele instante duradouro.
É nítido como cada parte de nosso corpo
mostra-se viva e sedenta por sexo;
você me faz acender essa vontade de te possuir,
de não te deixar escapar.
Se isso é um erro,
prefiro errar,
sentindo o orgasmo do prazer,
da tua presença viva sob/sobre mim.
Quero-te mais uma vez.
Sentir-te.
Já disse que gosto dos teus cabelos?
Minha excitação aumenta
quando meus dedos passeiam neles e os seguram.
Em todo calor que havia no quarto acabo acordando.
Em mim um desejo surge...
o que ficou incompleto no sonho
seria possível realizá-lo mais uma vez com você,
a qualquer tempo.
Desejar-te não é pecado. Se for,
vamos tomar o vinho contido nos cálices.
Luciano Araújo
terça-feira, 7 de junho de 2011
Duda
Hay duda,
Ansiedade,
Tristeza,
Hay plumas negras
Que vuelan
Sobre el cielo
Oscuro.
Luciano L. Araújo
Ansiedade,
Tristeza,
Hay plumas negras
Que vuelan
Sobre el cielo
Oscuro.
Luciano L. Araújo
terça-feira, 17 de maio de 2011
Reviver
terça-feira, 9 de novembro de 2010
2 copos, apenas.

A embriaguez que agora me afeta
Parte da solidão, momentânea que vivo
Um vazio...
Um estado quase inerte...
Uma vontade,
Um desejo.
A minha solidão
Só não é tão só
Porque tenho com ela
A minha dor,
Ambas fazem companhia
Uma a outra.
Na (in)certeza de um destino
E na vontade de outro,
Aqui estou eu
Em meu paradoxo
Feliz e in
Por estar só;
Ah que vazio sufocante!!!
A vontade de estar ao teu lado
Restringe-se ao desejo de um dia te encontrar
E ter você em meus braços;
Enquanto esse momento
Não há uma definição de data
A embriaguez me toma,
O vazio me consome,
As lembranças que tenho de ti
Rasgam o meu peito.
Num contraste entre certo e errado
Entre querer e poder
Quilômetros nos separam
Mas aqui estou eu
Quando me pego pensando em você
Na minha embriaguez.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
DADO`S

Jogam-se os dados no tabuleiro; eles rolam, giram sobre seus eixos e envolvem-se em um movimento que se espalha e se estende. Desenvolvem-se. Um movimento ímpar e singular que instiga a certeza e a dúvida. A sorte foi lançada, eis a certeza. A possível soma de números que se pode obter, quando os dados decidirem parar de rodopiar, é 12. Cada jogador escolhe o número da sorte e sea lo que sea. Na vida é assim, nos lançamos à sorte e esperamos os acontecimentos dos fatos em nosso destino; futuro que se torna presente, minuto a minuto. Jogar os dados, brincadeira de criança que adulto gosta. A esperança que a sorte bata à porta não tem idade; os desejos vêm à tona, e assim, se brinca, se joga, se quer, se põe à sorte e à vontade dos dados. Eles parecem possuir uma vontade própria; na verdade eles podem escolher o jogador que lhes convêm. A dúvida torna-se inerente ao jogo. Alegrias e tristezas, naturalmente se estampam nos rostos dos participantes. Confia-se o próprio destino no imenso tabuleiro onde os dados estão prestes a parar de rodar. Ao participante, quando chega a sua vez, basta jogar os dados. Desvendar seus segredos é um desafio só para os amantes da brincadeira, perceber seus movimentos, suas curvas, suas impressões de verdades. Descobri-los, em cada partida, é uma arte para poucos; estabelece-se um momento ímpar quando os dados estão próximos do participante, em suas mãos. E nessa trajetória, sistemática ou não, com improvisos ou não. Surgem questões fundamentais: Quem os dados escolherá ? E a mais instigante, que motivou toda a brincadeira, todo o jogo: Quem ficará com os dados?
Luciano Araújo
terça-feira, 11 de maio de 2010
Tu llegada

Deseo tu boca
Hay en mi una ansiedad
En verte
Sentirte
Tocar tu cuerpo
Besar tu boca
Tu presencia es muy esperada
Yo he esperado mucho
No demores
Quiero verte
Sentirte
Tocar tu cuerpo
Besar tu boca
Tienes una belleza explendida
Tus ojos
Tus cabellos
Tu piel negra
Finalmente,
Cuando lleges
Radiante como el sol
Explendida como la luna
Tocaré tu cuerpo
Besaré tu boca.
Luciano L. Araújo
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