terça-feira, 9 de novembro de 2010

2 copos, apenas.




A embriaguez que agora me afeta
Parte da solidão, momentânea que vivo
Um vazio...
Um estado quase inerte...
Uma vontade,
Um desejo.
A minha solidão
Só não é tão só
Porque tenho com ela
A minha dor,
Ambas fazem companhia
Uma a outra.
Na (in)certeza de um destino
E na vontade de outro,
Aqui estou eu
Em meu paradoxo
Feliz e in
Por estar só;
Ah que vazio sufocante!!!
A vontade de estar ao teu lado
Restringe-se ao desejo de um dia te encontrar
E ter você em meus braços;
Enquanto esse momento
Não há uma definição de data
A embriaguez me toma,
O vazio me consome,
As lembranças que tenho de ti
Rasgam o meu peito.
Num contraste entre certo e errado
Entre querer e poder
Quilômetros nos separam
Mas aqui estou eu
Quando me pego pensando em você
Na minha embriaguez.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

DADO`S


Jogam-se os dados no tabuleiro; eles rolam, giram sobre seus eixos e envolvem-se em um movimento que se espalha e se estende. Desenvolvem-se. Um movimento ímpar e singular que instiga a certeza e a dúvida. A sorte foi lançada, eis a certeza. A possível soma de números que se pode obter, quando os dados decidirem parar de rodopiar, é 12. Cada jogador escolhe o número da sorte e sea lo que sea. Na vida é assim, nos lançamos à sorte e esperamos os acontecimentos dos fatos em nosso destino; futuro que se torna presente, minuto a minuto. Jogar os dados, brincadeira de criança que adulto gosta. A esperança que a sorte bata à porta não tem idade; os desejos vêm à tona, e assim, se brinca, se joga, se quer, se põe à sorte e à vontade dos dados. Eles parecem possuir uma vontade própria; na verdade eles podem escolher o jogador que lhes convêm. A dúvida torna-se inerente ao jogo. Alegrias e tristezas, naturalmente se estampam nos rostos dos participantes. Confia-se o próprio destino no imenso tabuleiro onde os dados estão prestes a parar de rodar. Ao participante, quando chega a sua vez, basta jogar os dados. Desvendar seus segredos é um desafio só para os amantes da brincadeira, perceber seus movimentos, suas curvas, suas impressões de verdades. Descobri-los, em cada partida, é uma arte para poucos; estabelece-se um momento ímpar quando os dados estão próximos do participante, em suas mãos. E nessa trajetória, sistemática ou não, com improvisos ou não. Surgem questões fundamentais: Quem os dados escolherá ? E a mais instigante, que motivou toda a brincadeira, todo o jogo: Quem ficará com os dados?

Luciano Araújo

terça-feira, 11 de maio de 2010

Tu llegada


Deseo tu boca
Hay en mi una ansiedad
En verte
Sentirte
Tocar tu cuerpo
Besar tu boca
Tu presencia es muy esperada
Yo he esperado mucho
No demores
Quiero verte
Sentirte
Tocar tu cuerpo
Besar tu boca
Tienes una belleza explendida
Tus ojos
Tus cabellos
Tu piel negra
Finalmente,
Cuando lleges
Radiante como el sol
Explendida como la luna
Tocaré tu cuerpo
Besaré tu boca.

Luciano L. Araújo

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Desejo


Não deixarei passar esse instante
Em que me bate uma saudade
E um desejo de você,
Cada um com sua devida importância,
Por isso escrevo.
Imagino nós dois em um êxtase
De sensações ardentes,
Variadas nuances de prazer
Que contribuem ao desejo latente
Que agora, mais uma vez,
Vem ao meu encontro.
Sinto a cada dia,
Que de alguma forma,
Podemos viver isso,
Sentir isso,
Mas o desejo......
Ha!!! doce desejo!!!
De estar contigo
Deve ser paciente.
Mesmo da forma que se apresenta
Nesse exato instante.

Luciano Araújo